sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

TEMIDAS ESTRIAS!

      É notável que, constantemente, as mulheres comemoram o surgimento de um novo tratamento para as estrias, porém , junto com a comemoração, vem a dúvida: entre tantas promessas, como saber qual deles é o ideal? As estrias - disfunção do tecido, que provoca uma espécie de "risco" na pele - só não são páreo para a celulite - conhecidos "furinhos" na pele, que dão um aspecto de casca de laranja baia! 
      As estrias podem estar presentes em qualquer parte do corpo, mas atacam preferencialmente as principais armas de sedução femininas: bumbum, seios e barriga. Tem mais: elas não dependem exclusivamente do aumento excessivo de peso ou do efeito sanfona recorrente. Elas são uma resultantes do rompimento das fibras de colágeno e elastina da pele, os "risquinhos" se apresentam ou em forma de sulcos como "hipertrófica" ou seja, parecendo uma cicatriz mais alta na pele. Elas também podem aparecer a partir do crescimento muito rápido na adolescência, na gravidez ou com o uso de corticóides.
      Assim que surgem, são estrias vermelhas niveladas ao restante da pele, parecendo arranhões. Pouca gente sabe, mas essa tonalidade escura tem razão de ser. As fibras se rompem ocorre um processo inflamatório. Para que a inflamação cesse, o organismo manda mais sangue para a área. Ele permanece lá por meses, até que a “ferida” se transforme em uma cicatriz esbranquiçada e funda. Enquanto ela se apresenta "vermelhinha" é o melhor período para ser tratada.
      Nas linhas avermelhadas, por exemplo, um único tratamento pode resolver. Porém, nas brancas e fundas, os médicos precisam associar dois, três ou até quatro técnicas para diminuir a profundidade e espessura das marcas.

TRATAMENTO


STRIAT Trata-se de uma técnica que associa os benefícios da corrente galvânica (que promovem a estimulação sensorial, hiperemia capilar, aumento da circulação, nutrição da área e aceleração do processo de cicatrização) aos efeitos do processo inflamatório induzido pela perfuração da agulha, que será também o meio pelo qual a corrente penetrará pela pele, no local da estria. Promoverá um aumento de colágeno e elastina ocorrendo a sua regeneração.
Além do tratamento de estrias, o Striat pode ser indicado também para tratamento de rugas, o que diferencia é a frequência utilizada.
 Guirro; Col. (1990), utilizando corrente microgalvânica, abriram uma nova perspectiva no tratamento das estrias. Dados mostraram que ocorre um acentuado aumento no número de fibroblastos 
jovens 
(responsáveis pela formação do tecido, ou seja, da pele) , uma neovascularização e o retorno da sensibilidade dolorosa após algumas sessões de eletro-estimulação. A eficácia do tratamento pode chegar até 100%, dependendo da resposta de cada paciente, variando o número de sessões de acordo com a cor da pele, idade, tamanho e profundidade das estrias. É importante que não haja promessa de eliminação total da estria, visto que é impossível prever o resultado para todos os indivíduos. 
É importante que o tratamento inicie apenas de um lado atingido (ex: iniciar em um lado do bumbum e continuando o tratamento até observar os resultados), deixando-se um lado controle para observação  da evolução do tratamento. Quando o reparo for perceptível, iniciar o tratamento no lado oposto.

O método é invasivo e o processo de regeneração da estria está baseado na compilação dos efeitos intrínsicos da corrente contínua, e dos processos envolvidos na inflamação aguda. Por se tratar de uma técnica invasiva, há necessidade de se questionar o paciente quanto a sua predisposição para o aparecimento de quelóides, utilização de medicamentos, integridade da pele, etc (ficha de avaliação).
Este tratamento é feito uma vez por semana e está contra-indicado nos seguintes casos: 
 Diabetes; 
 Hemofilia; 
 Síndrome de Cushing; 
 Propensão a quelóides;
 Psoríase; 
 Vitiligo; 
 Anti-inflamatórios sem corticóide (para aplicação no dia); 
Pacientes que fazem uso de 
Esteróides; 
 Corticosteróides.